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23 de setembro de 2026

Xangri-Lá: quando o verdadeiro luxo está nas conexões

Daniele Milani

CRECI 084203F

Xangri-Lá: quando o verdadeiro luxo está nas conexões

O litoral gaúcho vive um novo momento, e Xangri-Lá mostra que, no alto padrão, morar bem também significa estar perto das pessoas certas.

Por muito tempo, falar em Xangri-Lá era falar sobre verão, descanso e casas de praia.

Hoje, a cidade representa algo maior.

O município vem atravessando um novo ciclo de desenvolvimento imobiliário, impulsionado não apenas pela busca por uma segunda residência, mas também pelo desejo de viver em um ambiente que reúne segurança, lazer, privacidade e, principalmente, conexões.

Segundo levantamento publicado pelo Metro Quadrado, Xangri-Lá movimentou cerca de R$ 1,7 bilhão em vendas de imóveis no último ano, crescimento de 75% em relação a 2020. A região também vem recebendo aproximadamente R$ 1 bilhão em novos lançamentos por ano, em um ritmo que ganhou força especialmente após a pandemia.

Uma nova forma de viver o litoral

Diferentemente de destinos marcados pela verticalização, Xangri-Lá construiu sua identidade imobiliária a partir dos condomínios horizontais.

Casas, áreas verdes, lagos, clubes e estruturas de lazer criam uma experiência que vai muito além do imóvel.

É justamente aí que está uma das principais mudanças de comportamento.

O comprador não procura apenas uma casa para passar o verão. Ele procura um ecossistema de convivência.

Como destacou Leandro Melnick, CEO da Melnick, em entrevista ao Metro Quadrado, é como se cada condomínio fosse uma praia própria: o encontro acontece dentro do próprio empreendimento, nas áreas de lazer, nos clubes, nas quadras e nos espaços de convivência.

E essa característica ajuda a explicar por que o conceito de networking ganhou tanta relevância no mercado de Xangri-Lá.

O imóvel como porta de entrada para novas conexões

No mercado de alto padrão, o valor de um imóvel não está somente na metragem, na arquitetura ou nos acabamentos.

Existe também o valor da experiência.

Quem escolhe determinado condomínio está escolhendo, em certa medida, o ambiente em que sua família vai conviver, os lugares onde seus filhos vão crescer, as pessoas que poderá conhecer e o estilo de vida que deseja construir.

É uma lógica especialmente evidente entre famílias que tradicionalmente passam o verão no litoral gaúcho.

O Metro Quadrado aponta, inclusive, que Xangri-Lá se tornou um importante ponto de encontro para famílias com filhos em escolas privadas da região, fazendo com que as relações sociais também tenham influência na escolha do destino.

Nesse contexto, networking deixa de ser apenas uma consequência e passa a fazer parte do produto imobiliário.

De destino de verão a lugar para morar

Outra transformação importante é o crescimento da procura por moradia permanente.

A pandemia acelerou uma mudança na relação das pessoas com onde e como querem viver. O desejo por casas, mais espaço, contato com a natureza e estruturas completas de lazer ganhou força — e o litoral passou a ser considerado não apenas como destino de férias, mas também como alternativa de moradia.

Xangri-Lá acompanha esse movimento.

A expansão da cidade já começa a ser acompanhada pela chegada de novos serviços e estruturas, como colégios, hospitais e projetos voltados ao público sênior.

Isso cria um ciclo importante para o mercado imobiliário: mais moradores geram mais infraestrutura, e mais infraestrutura torna a região ainda mais atrativa para novos moradores.

Um mercado que chama a atenção dos investidores

Para quem acompanha o mercado imobiliário, os números também ajudam a explicar o interesse crescente pela região.

Segundo os dados apresentados pelo Metro Quadrado, aproximadamente metade dos condomínios da região de Xangri-Lá e municípios vizinhos foi lançada a partir de 2020. A matéria também aponta a expectativa de novos empreendimentos nos próximos anos.

Além das casas prontas, existe uma característica particular desse mercado: em muitos condomínios, a incorporadora entrega o loteamento e a infraestrutura, enquanto a construção da residência fica sob responsabilidade do comprador.

Isso abre diferentes possibilidades.

Há quem compre para construir a própria casa de praia. Há quem busque uma segunda residência. E há também quem enxergue o terreno e a construção como uma estratégia de investimento e revenda.

O novo luxo é pertencer

Talvez essa seja a principal transformação de Xangri-Lá.

O litoral continua sendo parte da história. Mas, para uma parcela crescente dos compradores, o mar deixou de ser o único protagonista.

A busca agora envolve pertencimento, privacidade, segurança, experiências e conexões.

É uma mudança que acompanha uma tendência maior do mercado imobiliário de alto padrão: o imóvel deixa de ser visto apenas como patrimônio físico e passa a representar uma determinada forma de viver.

E Xangri-Lá parece ter encontrado uma maneira muito própria de traduzir isso.

Mais do que comprar uma casa na praia, o comprador está escolhendo um lugar para viver experiências, construir memórias e fazer parte de uma comunidade.

O olhar DARA

Para nós, na DARA Imobiliária Boutique, esse movimento reforça uma convicção: imóveis de alto padrão não devem ser analisados apenas pelo imóvel em si.

Localização, infraestrutura, perfil de vizinhança, potencial de desenvolvimento, liquidez e estilo de vida fazem parte da equação.

Por isso, acompanhar movimentos como o de Xangri-Lá é essencial para quem deseja tomar decisões imobiliárias com visão de longo prazo, seja para morar, seja para construir patrimônio.

Porque, no fim, investir em um imóvel também é investir no lugar onde você escolhe estar.


Fonte: Metro Quadrado — “Xangri-lá, a praia gaúcha onde o networking vale mais que o mar”, de André Ítalo Rocha, publicado em 18 de setembro de 2026.

Ler a matéria original no Metro Quadrado

Curadoria DARA

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